Sérgio Cunha Mendes, da Mendes Júnior, está preso em Brasília.

Após pedido de liberdade feito pela defesa, juíza pediu parecer ao MP em cinco dias, o que advogados questionam.

Sérgio Cunha Mendes, ex-vice-presidente da Construtora Mendes Júnior, durante audiência na Câmara dos Deputados, em 2015 Marcelo Camargo/Agência Brasil A defesa do ex-vice-presidente da Mendes Júnior Sérgio Cunha Mendes pediu na noite desta sexta-feira (8) ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal a soltura imediata dele.

Mendes está preso no presídio da Papuda, em Brasília, em razão de condenação confirmada em segunda instância. Na quinta-feira (7), após o Supremo Tribunal Federal (STF) entender que os condenados que não representam riscos à sociedade podem aguardar em liberdade o fim do processo, a defesa pediu à Vara de Execuções Penais em Brasília a libertação imediata.

Porém, nesta sexta (8) a juíza Leila Cury, responsável pelo caso, decidiu pedir parecer ao Ministério Público no prazo de cinco dias.

O MP pode, em tese, indicar se o réu representa riscos, o que exigiria a decretação de prisão preventiva, mantendo o acusado preso mesmo com a decisão do STF. Então, a defesa recorreu ao TJ por discordar do pedido de parecer ao MP, uma vez que o único motivo da prisão era a condenação em segunda instância.

Os advogados entendem que não há razão para Mendes continuar preso se outros condenados na mesma condição estão sendo liberados. Cunha Mendes foi condenado pela Justiça Federal do Paraná e a pena foi aumentada pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região, sendo fixada em 27 anos e 2 meses de prisão.

Ele foi considerado culpado dos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Ele está preso desde agosto do ano passado.